sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Seminário Crítico


        AVISO A POLÍCIA ESTA CONTA E MEU COMPUTADOR ESTÃO SENDO UTILIZADOS POR BANDIDOS À MINHA REVELIA MEXEM NOS CONTROLES, ALTERAM ARQUIVOS


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DENUNCIE O NEOFASCISMO BRASILEIRO que está ATUANDO NAS INSTITUIÇÕES DE ESTADO COMO RIO DE JANEIRO

    

        VARA DE PORCOS :  A dominação  info-midiática

                                          Eliane Colchete



       10/07/2014 

         

 
          O seminário de Lacan intitulado "O avesso da psicanálise", de 1969, registra as intervenções dos estudantes amotinados contra a Universidade, e que pretenderam positivamente destruí-la, para construir uma sociedade em que não existam barreiras institucionais. "Se temos que foder a Universidade, isso vai ser do exterior, com os outros que estão lá fora." Esses outros sendo os trabalhadores e os camponeses. A concepção que orientou a intervenção é obviamente contra o que Lacan havia se manifesto pouco antes, vendo os estudantes do lado "não do proletariado, mas do subproletariado".
            Inversamente, como devemos lembrar, maio de 68 na França aglutinou dez milhões de trabalhadores em "greve geral". 


                  Para Lacan, o proletariado já tinha entrado na identificação com o que, transposto à história antiga, seria o Império (romano). Os contestadores do Império, - todo o resto além da plebe identificada à elite - não. Ou seja, Lacan fizera uma crítica ao marxismo ortodoxo: "De início, a luta de classes contém, talvez, essa pequena fonte de erro, é que isso não se passa em absoluto no plano da verdadeira dialética do discurso do mestre - situa-se no plano da identificação".

O discurso do mestre é a dimensão pré-científica do Saber na concepção lacaniana, onde o Saber era ainda autoridade do sacerdote como função social, mas dimensão que articula a evolução à ciência, pois já não se trata de um pura anarquia fora da universalidade. Em todo caso, o Saber engendrara a estabilização do simbólico, do elemento racional.

Porém a ciência mesma, como a psicanálise não-lacaniana todo o tempo criticada ao longo deste seminário, havia até agora sido apenas uma transposição do lugar do mestre por sua relação ingênua com a verdade, como se ela pudesse ser autônoma em relação ao "real" - isto é, ao desejo enquanto corporificado, assim também enquanto numa relação com o incomensurável em devir. A Verdade nessa relação com o "real", só se poderia presentificar-se como a experiência da pior Vergonha, e eis o que espreita no fundo de todos nós.

Lacan está defendendo por outro lado, que aquilo que poderíamos designar ideologia no marxismo, não funciona nesse plano do significado ou "simbólico". Não são crenças falsas tais que podem ser substituídas, apenas em seu conteúdo, por crenças verdadeiras a partir da tarefa de esclarecimento do partido. A ideologia atua no plano imaginário, isto é, do fascínio e não do julgamento falso ou verdadeiro . Portanto, se há um extrato social não identificado com o Poder seria aquele marginalizado pelos próprios esquemas de identificação. Não qualquer outro que se encontrasse articulado a estes, como formas de integração social.

A intervenção registrada, contrária a isso, invectiva a alciônica posição de Lacan, tecendo herméticos e inócuos glifos sobre o inconsciente, enquanto outros, que estavam tentando ministrar cursos incluindo o tema das favelas e da política ministerial, estavam presos por ordem do governo.


O esquema lacaniano de integração, dependente de uma espécie de natureza do inconsciente ("imaginário"), não abrange realmente a crueza dos fatos onde o que ocorre não se parece com um fascínio passivo, mas com uma luta e uma repressão ativas.


A ironia da situação é patente. Todo o "seminário" é uma crítica concertada de Lacan à ingenuidade da crença no Saber como algo isento de relações com o Poder, na forma da instituição acadêmica, para logo se ver confrontado pela audiência, acusado de ser um beneficiário dela mesma.



Lacan tenta sair-se bem enfrentando a intervenção, e de fato demonstra que o radicalismo do objetor, não obstante abarcar como recusa o que realmente devia ser confrontado, permaneceu algo dogmático.



O revide lacaniano focalizou que pretendendo resgatar o verdadeiro marxismo-leninismo como potencial revolucionário, isto é, puramente ativista, os que intervieram não aceitaram lidar com a questão de que o confronto ao Saber como instituição do Poder não se relaciona com o marxismo-leninismo de um modo tal que se possa descartar qualquer relação deste com o Saber.



Não se limita a relação somente às baboseiras sobre o "Marx acadêmico", como disseram, pois se poderia demonstrar cabalmente que a União Soviética era um regime totalmente estruturado pelo Saber universitário. De fato, seria complicado pensar o marxismo-leninismo na exterioridade de uma questão da legitimidade do Saber enquanto ele mesmo legitimante de qualquer ordem social.



Os estudantes porém estavam contra a utilização de meros discursos aparentemente politizados, mas que nada incomodava ao sistema, muito menos implicava questionar a posição de autoridade acadêmica que os manipulava comodamente. Os estudantes obtém assim uma boa margem de argumentação, ao contrapor à ressalva lacaniana, que eles estavam falando da sociedade que sua ação almejava poder se construir, enquanto Lacan se limitava a falar "de outra".



Ora, o importante aqui é que entre as pessoas intervindo, ocorre uma hesitação entre o fora e o dentro - na medida em que a citada convocação a juntar-se aos que estão no exterior pôde suscitar a solicitação, provavelmente de um defensor de Lacan, de que justificasse por que se encontrava ali, dentro, a pessoa que a isso convocava. Lacan faz coro a essa espécie de objeção, instaurando um dilema entre ficar afásico ou continuar "dentro" - mesmo no exterior. Meramente "falar" é restar no interior do discurso universitário, onde quer que se esteja.



O paradoxo que captura de certo modo a fala do interventor é expresso por ele mesmo ao enfatizar que sua revolta é estarem tantas pessoas, umas oitocentas, a ouvir Lacan - ou a Foucault se fosse o caso, conforme se sublinhou - como se isso fosse ensejar uma ruptura que dependeria somente, para se efetivar, da adesão desse número de pessoas aos atos de protesto que estavam sendo protagonizados por outros, por essa divergência tendo sua ação muito mais arriscada. Mas essa circunstância, é claro, cabe inteiramente no problema da identificação, colocado por Lacan, e o registro mostra a intervenção se dispersando sem maiores consequências do ponto de vista do debate.



O que me parece importante é que o dilema do fora e do dentro institucionais surge recoberto pelo da fala e da afasia. A universidade está em toda parte em que a fala se manifesta. Ora, a parole assim referenciada, é o que? É o fio do sentido, da articulação do discurso. Não é a fala oposta à langue, é o que a langue articula.



Onde a universidade não está, a afasia não é puro silêncio - e de fato Lacan se mostra mais orador que argumentador a sério, quando se recusa a responder o que é afasia: "O senhor não sabe o que é afásico? Isso é muito revoltante. O senhor não sabe o que é um afásico? No entanto há um mínimo que se tem que saber". A mim parece que "afasia" não está de forma alguma definida no contexto, como apenas o sentido habitual de impossibilidade física de falar.



Que a universidade estivesse em toda parte, não é apenas o que Foucault também quis dizer ao reduzir o governo na sociedade moderno-ocidental à aplicação de programas científicos que cumprem os requisitos de sua "gestão".



É o princípio do consenso do corporate state, operando por inclusão e identificação institucional, que vemos estar sendo contestado por uma movimentação histórica que não tem nas coordenadas institucionais a sua mola.



Aqui o importante não é tanto o confronto entre uma visão estrutural, que pretende reduzir a um mecanismo os efeitos de adesão ou contestação predizíveis, e uma visão ingênua ou humanista, que defende a ação autônoma ou a conduta com respeito a valores. Mas uma viragem na história recente, que está por se compreender.



Qualquer crítica ao consenso do corporate state justamente não implica mais refutar a questão da passionalidade inerente ao modo pelo qual o capitalismo funciona. Mas se é assim, a "instituição" não pode ser o referencial de sua operacionalidade, e o que estava sendo objetado era precisamente isso: nenhuma forma de discurso operando dentro do contexto institucional romperia com o consenso falacioso de que o capitalismo é operação institucionalizada, ao invés de proliferação de ações quaisquer contra a organização social uma vez que sejam ações convenientes à manutenção do seu Poder.



O capitalismo não é um sistema econômico, mas o Poder dos que detém o controle dos meios gigantescos de domínio da produção internacional. Esse Poder não é como Foucault e Lacan pensavam, disseminado por esquemas organizacionais, ou burocratico-racionalizados à Weber. Abrange bastante prosaicamente a decisão movida pelos interesses pessoais. A ideia de que a classe dominante "molda" as massas, de modo que entre ambos os vetores se instala um intermediário que é a consciência intelectual, é assim contestada, pois teria que se explicar em que os interesses pessoais da classe dominante não são correntes no contexto social ele mesmo, de modo que o Poder incide sobre a coexistência da heterogeneidade. Esta abrangendo todas as camadas assim supostamente diferenciadas.



É interessante confrontar o que vimos a propósito da tumultuosa situação universitária francesa na proximidade do maio de 68, com a memória de George Duby ("A história continua"), cuja carreira interceptou esses acontecimentos e muito se relaciona ao contexto da mentalidade acadêmica.



Trata-se de um grande historiador, com profunda influência na superação de dogmas tais que se pode falar, desde suas contribuições aliadas à plêiade com que colaborara na metodologia dos "annales", tendo em Braudel e Lucien Febvre exemplos célebres, numa revolução epistemológica de que Foucault e Paul Veyne são devedores, não iniciadores.



O desdobramento da escola dos "annales" no que se popularizou como "história das mentalidades" é bastante conhecido, dispensando detalhes de apresentação. É importante sublinhar que Duby teve atuação na televisão, primeiro colaborando com a produção de filmes históricos, mas depois atuando como presidente da SEPT ("sociètè d'édition de programmes de télévision") cuja criação deveu-se ao presidente da república, em 1985.



Mas vemos que sua política acadêmica não sofreu qualquer obstáculo a sério, desde o maio de 68, para continuar refletindo sua mentalidade elitista: "Falo de elites sem qualquer escrúpulo. Considero, com efeito, que uma sociedade nivelada não dispõe de estímulos. Com muitíssima sorte, pode no máximo desfrutar de uma felicidade sem graça como a dos nambikwaras visitados por Lévi-Strauss". Teria Lacan opinião muito diversa quando salientava estar falando para as pessoas que importavam, como as que cabiam decisão, e não para quaisquer?



Com certeza, as pessoas que não participam da elite podem não achar muita "graça" na acomodação social assim valorizada, cuja hierarquização não abrange apenas as sociedades nacionais, mas se estabelece como temos mostrado, em nível imperialista.



Sobretudo, poderíamos indagar que significa "cultura", como algo que pudesse ser agradável e interessante, limitando-se à reificação dos esquemas do poder de uma classe, além da função estupefaciante dessa mesma classe? Que realidade teria a cultura? O conceito de cultura na teoria social há muito que vem sendo toda circulação de linguagem, mas se está pré-censurada a expressão do objetivo de emancipação social das classes exploradas, além do que elas meramente produzem destoante dos esquemas reificados do Poder de explorar, que sentido restaria ao conceito?



Torna-se importante o modo como a posição conservadora de Duby se reflete na composição das políticas acadêmicas da época. Sua transferência da Universidade de Aix para o Collège de France não foi motivada pela decadência daquela, ainda que tenha se verificado: "Fui para Paris no bom momento, dois anos depois de 68. Em nada fui afetado pela crise, pessoalmente, mas a universidade de Aix, que eu vira desabrochar durante duas décadas e onde fora tão feliz, nunca se recuperou" (p. 153).



A instâncias de amigos, concordou Duby a submeter-se aos padrões de exames e rotinas do Collège, onde Foucault e Barthes estavam enfrentando multidões que se acotovelavam para assistir aos seus cursos. Duby registra que ter apenas ouvintes, devido ao esquema de assistência não ser do tipo da frequência comum de discentes, o incomodara, mas registra que desenvolvera dispositivos para evitar a assistência do público qualquer, de "simples amadores". Restringira-se a um espaço exíguo: "Precisávamos defender-nos deles, transgredindo mediante todo tipo de estratagemas a regra do livre acesso" (p. 105).



Num outro trecho, enfrenta a questão do rebaixamento do nível cultural na universidade francesa, onde alguns jovens professores conferencistas na Sorbonne, com duplo doutorado, estavam ganhando o mesmo que uma datilógrafa da SEPT. Interpreta-o como consequência do esforço da democratização do ensino, num infelicíssimo exemplo pelo leste europeu, do "marasmo" e "desespero" que considera correlatos às sociedades niveladas.



Mas como sabemos bem, o leste europeu nada tinha de democrático ou nivelado, a sociedade soviética era uma ditadura com hierarquia de status de dirigentes, e com não apenas a produção estética, mas principalmente a ciência severamente controlada de modo a não haver pesquisa ou publicação contrária à linha oficial do partido. Todos conhecem o caso Lysenko, geneticista que formulara a teoria compatível com a linha "dialética" oficial, no entanto errada, a qual porém foi decretada única permitida na URSS, acarretando prisão e eliminação do cientista que ousou afirmar a teoria correta (não dialética).



Nada disso equaciona Duby, para defender que a democratização do ensino não pode dispensar altas prerrogativas de seleção: "preservar da sobrecarga um espaço mais elevado, arejado, necessário", porém de modo que, se "teria sido necessário, portanto, remodelar totalmente a instituição universitária", ele a considerava "incapaz de se auto-reformar. Ela só pode ser reformada do exterior, por um ato de autoridade". (p. 154) Defende De Gaulle como alguém que teve poder para isso, mas que não o aproveitou, e depois ninguém mais esteve nessa posição: "A golpes de barganha e contemporização, o estrago se agravou".



A solução, a seu ver, seria privatizar o ensino universitário: "Quem ousará elevar a dignidade do nosso ofício? Pois numa sociedade em que tudo se compra, também ele é uma questão de dinheiro". Isso, a fim de salvar da derrocada a civilização europeia: "A história ensina-me, com efeito, que uma civilização começa a desmoronar quando seu sistema educacional se degrada, mal gerido, mal amado".



Mas para Duby, num trecho anterior, a universidade francesa, inalteravelmente, "pode ser considerada feudal", conforme a definição de Marc Bloch da feudalidade como "trama de vínculos pessoais". Os veteranos, de vassalos dos predecessores que eram, se tornam eles mesmos senhores, com os novos elementos se tornando seus feudatários, a quem eles passam a defender aguerridamente: "Por um contrato tácito, e quase sempre respeitado, as graças recebidas obrigam estes últimos a não contrariar aquele que os ajudou. Em caso de eleição, jogo dos mais agradáveis, veem-se forçados a falar em favor do candidato que seu protetor protege e contra aqueles que lhe desagradam".



A defesa da privatização, que restringiria pelo fator monetário o acesso à universidade, não é para Duby, portanto, algo associado ao impessoal, o acesso à elite por uma classe puramente econômica. A burguesia nada tem de oposto fundamentalmente, à manutenção da trama da feudalidade. Essa posição politicamente conservadora é também a de Aron. Porém não se a compreende nessa época como algo fundamentalmente indiferente aos direitos humanos. Só podemos apreendê-la num contexto em que a posição liberal confrontava-se com a corrupção generalizada das instituições pelo capitalismo, de modo que não podia ser levada a sério, como opção pela legitimidade do político. Conforme os conservadores, seria o mesmo que apoiar os corruptos, ao invés de instituir-se pessoal realmente confiável nas posições de gestão, cassando os corruptos instalados, tanto quanto cortando as possibilidades de acesso a outros.



A mentalidade corrompida estava num grau tão generalizado, que um George Gerbner podia perverter totalmente a concepção da "politeia" democrática como espaço da representação da heterogeneidade de posições da cidadania, escrevendo a sério que "a política é uma ação que implica o uso do poder ou uma luta para conquistar o poder. Tem como objetivo atribuir e repartir certas quantidades de um bem ou de um valor público". Aron falava dos USA como nada mais que um "contrato social", ao invés de um país constitucional democrático. A posição conservadora de Aron pensava a democracia como o menos pior dos regimes, porque ela permitiria ajustes tais que a representação se conservasse nas mãos da classe intelectualmente superior - com consciência dos direitos humanos, ao invés do bárbaro definido como aquele cuja consciência de "direitos" se limita aos da sua casa, mas os deveres somente aos da casa dos outros.
          A ausência de dignidade humana que essa definição qualifica é plenamente constatável nos dias de hoje a um grau que supera até mesmo a possibilidade de distorção discursiva como a de Gerbner.



Trata-se atualmente de boçalidade, como na Tijuca (Rio de Janeiro), bairro de idiotas apartheidistas que utilizam até mesmo documentos públicos - como de cartórios - para intimidar pessoas.  Cartório na tijuca faz ameaça de morte a noiva no dia do casamento, constando em papel timbrado - atrocidade.  

       Podendo ser constatado o Rio de Janeiro num grau de corrupção realmente nojento, como consequência do modelo governamental de subserviência à "globalização", contrastando de forma vil com as posições de resistência legítima que tem abraçado vários países latino americanos. Mas o idiota desumano brasileiro atual não pensa que se situa na América Latina. Delira que é algum tipo de europeu ou estadunidense.



O país está invadido por colônias, etc. A meu ver, a radicalização da corrupção local vai acarretar terrorismo muito justificado. Enquanto a corrupção do nojento se dissemina, a maioria da população está favelada (escravizada), sob a mira do exército - portanto ordenado por um governo federal que se intitula cinicamente "partido dos trabalhadores", sem garantia de direitos políticos, sujeito à censura sumária de qualquer expressão cultural, sujeito à eliminação sumária, vivendo sob terror de ameaça do vulgar idiota identificado com o apartheidismo nos ônibus e lugares públicos, especialmente por mulheres que estão sendo usadas como símbolos da corrupção, etc.
          Por mim, qualquer ato de terrorismo que se faça contra tais idiotas está para lá de justificado, repetindo são "coisas", que não tem consciência dos direitos humanos alheios, portanto não tem dignidade de seres humanos. 
           Lembrando que o termo "humanidade" até mesmo em dicionários não conota apenas a espécie biológica, mas também a consciência dos direitos humanos alheios. Nós hoje não limitamos essa consciência dos direitos humanos a qualquer uniformidade de religião ou valores privados, mas a garantia das liberdades civis tem por limite o desrespeito desses direitos alheios. Um dos artífices da moderna "sociedade constitucional", generalizada como democracia, John Locke, defendeu entre estes direitos, o da legítima defesa, pelo qual se inimigos gratuitos atacam  uma pessoa que não lhes ameaçou primeiro, esta pessoa tem o direito de eliminá-los.  A legítima defesa é um direito que continua atribuído a qualquer pessoa.
         O que dá nojo é o banditismo apartheidista contra pessoas idôneas, cujos direitos humanos são negados pelos apartheidistas,  que está disseminado nos antros de - supostas como tal - "classes médias" como a praça saenz pena, ou arredores da Tijuca, enquanto todo um gigantesco aparato de força bruta e exclusão social molda o cotidiano das instituições brasileiras da atualidade, como se tudo o que elas significassem devesse ser essa repressão da própria população, excetuando os bandidos apartheidistas colaboradores, que estão mantendo a população num regime de cárcere privado, praticamente, por diversos esquemas de espionagem e arranjos maquiavélicos. 
            Não há civilidade acima da constituição, lei geral, mas tais grupos no Rio de Janeiro estão instituindo sistemas particularistas de apartheid social numa escala que deveria ser reconhecida mundialmente como semelhante ao que houve na África do Sul, não obstante não ser como lá um problema "racial".
        Não há atenuante algum para a ação do apartheidismo, pois seus fautores não tem carência alguma de necessidades básicas, tem acesso a todas as formas de cultura letrada. Ao contrário do que se poderia dizer da população favelada que está sendo mantida sob condições ditatoriais, sem qualquer atendimento do básico e de formação educacional.

Portanto, não se deveria usar a expressão "terrorismo", sem notar que se trata apenas de legítima defesa contra o terrorismo institucional que a população está sofrendo por parte dos assim supostos membros da "sociedade" capitalista. Logo, o que está se configurando previsível é guerra civil, o que já se esboçou no ano passado, quando a população se manifestou em escala nacional contra o descalabro vigente, apenas para ser espancada pelo governo.
      
         Se quisermos evitar a guerra civil é necessário restaurar a legalidade democrática. A mentalidade do banditismo institucionalizado está disseminada no país, como "funcionalismo", hermenêutica, pretensão de autoridades universitárias de todo tipo, à Carol Gilligan, onde os cooptados por essa mentalidade, como jovens e especialmente jovens mulheres, são alcandorados como fontes de milagres, valorizados como irracionais portadores de intuições diretas da verdade, etc., enquanto os erros e disparates  se acumulam, na maioria veiculando a perseguição aos assim considerados meramente racionais, ou não atraentes fisicamente, ou não referenciais dos "novos" tempos do milagre tecnológico/teológico, etc.

      Estão defendendo, a pichação de muro,  que a corrupção do pt, pela qual os culpados estão presos, por iniciativa do legislativo,  não foi crime, mas "luta" - conforme o velho adágio do banditismo pelo que crime é errado porque é o que fazem os inimigos, mas nada é errado quando quem faz são os amigos. A cidade está imunda por causa da pichação de muros, onde qualquer um suja como quiser.



A conquista de instituições realmente democráticas não estava em questão no debate da época, praticamente, como se vê, como hoje em dia continua sendo o caso, numa situação agravada pela corrupção digital - as eleições são função do "diebold" (espião de computador não detectável, que pode controlar todos os comandos à revelia) manipulado pelos corruptos.



A indiferença pelo caráter público das instituições é espantosa - até num cartório a Tijuca manipula documentos para intimidar pessoas, alterando o texto previsto para enunciar ameaça de morte ao cliente que está por essa via estigmatizando, tanto quanto os demais comerciantes da área, sabe-se lá porque, mas o fato é que agindo concertadamente como "gangs", perseguem pessoas a quem passam a assediar desde a moradia até computador pessoal e qualquer ação nas vias públicas.



Tal indiferença ao nível público - em nível de cartório de tabelião - só pode ser creditada a débeis mentais, mas como sabemos que não se trata desse diagnóstico, o que foi produzido pelo capitalismo na globalização reduz-se a um vírus ao invés de pessoa humana. Portanto, nenhum meio de argumento ou contestação em nível humano tem sentido.



Só a legalidade democrática, ou senão a guerra civil,  poderá salvar a humanidade deste tipo de monstro, que contamina com a imundície da corrupção até mesmo as instituições da "justiça" - nas quais portanto, não mais acreditamos neste país. São para nós desde agora, o que deve ser posto abaixo para que gente honesta deixe de estar numa situação de escravidão.
             Mas não deixando de lembrar que a corrupção está disseminada no mundo pelos protagonistas da "globalização" que, como classe não tem nada de novo - está há muito estudada por David Halberstam, Cl, Julien e outros, como protagonistas do business, especialmente de mídia, IMPERIALISTA (países "centrais"/ Europa/USA, capitalismo multinacional, etc). Agora, são os processadores de texto dos sujeitos particulares que estão sob domínio dessa "classe" para quem a "estratégia da mentira" é o meio expresso.

          
             O capitalismo não mais está definindo qualquer parâmetro histórico da sociedade democrática. Está restrito a banditismo imperialista, a democracia é organização social. É o mesmo que encontramos bem resumido por Werneck Sodré (“Radiografia de um modelo”), em seu estudo sobre o assim designado “ modelo de desenvolvimento brasileiro” que por meio da ditadura militar operou a conversão da economia nacional numa extensão privilegiada das multinacionais do capitalismo central: “Assim o conteúdo progressista, antiimperialista e antifeudal da atividade econômica do Estado [constitucional liberal] no Brasil, foi transformado em seu antípoda [no modelo ditatorial]”.
         Ou seja, o alinhamento tecnicista-imperialista não resulta no terceiro mundo, na modernização pretendida pelo "discurso", pelo contrário, é o pior barbarismo que se pode fazer contra os direitos humanos. É ABSURDO PRETENDER  COMO FOUCAULT QUE O CAPITALISMO PROMOVEU ABRANDAMENTO DE PENALIDADES, AO INVÉS DE SER VIOLÊNCIA INSTITUCIONALIZADA. Pior ainda são os Lipovetski que pensam que Foucault é algum grande crítico disso que não passa de  banditismo ocidental, o que cinicamente defendem como alguma melhoria - lembrando que sociedades democráticas são hoje consideradas todas as de igualdade de status, liberdade de consciência e de ação dentro da legalidade, das pessoas físicas,  e não apenas o Ocidente "moderno".  

 
    Além da destruição do meio ambiente causada pela ação das "ciências da natureza" instrumentalizadas tecnologicamente pelo Capitalismo, na Universidade, andam apregoando nas ciências humanas,  abertamente, que a "dominação" deve ser considerada necessária assim como a autoridade dos pais sobre os filhos - pessoalmente assisti ao discurso de uma professora universitária assim pronunciando-se. Tais profissionais estão defasados até mesmo com relação aos programas vestibulares que ensinam o que é o "índice de desenvolvimento humano" - constatei uma professora universitária que não tinha a mínima informação sobre o que seja. Registrei várias operações  de "censura universitária" em blog homônimo.

     Na universidade estão disseminando discursos que pretendem "provar" a preeminência de pessoas em relação a outras, no que se relaciona ao direito à vida, ora baseando-se na falácia da "utilidade social," ora no que chamam "estudos de casos" que são na realidade casos puramente fictícios.
           A utilidade social é uma falácia - ou seja, argumento mentiroso. Como se pode ver pelo fato de que a utilidade é da sociedade, ou seja, de toda a população, portanto daquelas mesmas pessoas que o argumento pensa poderem ser sacrificadas em caso de necessidade, a fim de preservar indivíduos supostos mais úteis como por exemplo os diplomatas. Portanto a maior "utilidade" desses indivíduos, o fato de serem úteis à sociedade, é indemonstrável. 
          Os casos fictícios são forjados como situações limites como a do abrigo nuclear em que raciocinando que homossexuais não procriariam, deveria ser escolhido para viver apenas os heterossexuais. Mas como poderia demonstrar-se que, justamente, sem  discriminação social, a guerra nuclear não ocorreria? O mais provável é que discriminação generalizada é causa de guerra. Se queremos evitar a guerra nuclear, devemos eliminar a discriminação social, ao contrário do que pretendia demonstrar o tal exercício de "estudo de caso" fictício.  

           Tais absurdos fascistas estão defendidos nas universidade como discursos científicos, isto é, caucionados pelas assim supostas "autoridades da verdade" contra a população comum. Pelo que vemos, o discurso do mestre não é propedêutico à ciência como consciência livre, inversamente ao que propõe a psicanálise sócio-evolucionista.

  Paralelamente, discursos defendendo identidades supostas originárias como etnias, condições sexuais, etárias, etc.,  se colocam no mesmo absurdo, pretendendo que tem mais direitos que quaisquer outros, ou que toda heterogeneidade de personalidades e culturais são apenas derivados de si mesmos.
            Isso num momento em que "identidade" coletiva já não é algo crível a sério por ninguém, quando a genética eliminou a noção de "raça" além de mera aparência física, e se sabe que nenhum determinismo biológico genético se impõe como critério de superioridade, além do modo como se relaciona às circunstâncias do meio social.
           Mas se hoje já se liquidaram os paradigmas de "evolução social", a mídia continua atuando o discurso do que já foi superado como qualquer modelo "moderno" de sócio-evolucionismo. Escusado lembrar que as universidades estão colaborando na preservação da obsoleta ciência de paradigma. A superação  se deve à colaboração de teóricos em humanidades que não são colaboradores da dominação "ocidental", em todo o mundo.

        A Universidade sã não pode ter prerrogativa política sobre quem quer que seja, desde que idôneo, do mesmo modo que nenhuma instituição. A ultrapassagem do critério de simples idoneidade como requisito de qualquer espécie é subversivo à democracia. Conforme o princípio democrático, ninguém pode ser submetido à invasão de privacidade, e não cabe a investigação de suspeitos senão  à instituição de segurança conforme homologação legal de licença para isso. A definição do que é ou não legal é função do legislativo representando por meio do voto a heterogeneidade da população e atuando conforme as premissas constitucionais estabilizadas, mas que foram antes obtidas por meio de profissionais "constituintes" votados.  
          

       Mas como o meio do voto pode ser legítimo, se a educação política não se faz desde a base? Pessoas nas filas de eleições, inclusive homens adultos, conforme testemunhei recentemente,  reclamando que não sabem o que estão fazendo, que não entendem o processo eleitoral, que não conhecem os candidatos nem entendem o que eles falam na propaganda midiatizada, e que apenas seguem os folhetos de boca de urna, são sempre mais frequentes num país em que a educação está relegada a igrejas de passadismo radical. 


          A fraude eleitoral está documentada, além disso, por causa da digitalização do processo, como já salientei. 

      Além disso, nos cursos de pedagogia, tem-se propugnado que  "educação" pública  não deve ter relação alguma com qualificação de mão de obra especializada, ou viabilização da mobilidade de classe como o que se espera das sociedades democráticas. Não se sabe para que serve "educação" pública na cabeça dessa gente, além de perpetuar discriminações de classe e status. Um corredor único entre "tipos" protagonistas de mídias e "educação" estereotipada é o que se tem verificado, com a disseminação das formas mais conhecidas de falácias sobre hierarquia social como algo não causado por esquemas de exploração alheia.

           Mas é bem conhecido o fato de que para a educação pública funcionar como meio de mobilidade e consciência social, é preciso que não haja trabalho infantil, nem exploração da mão de obra antes de estar formada. O que acarreta a premissa de poder ser necessário o controle de natalidade. Até alguns anos apresentar esses fatores era índice de subdesenvolvimento, ou seja, de pré-capitalismo. Agora sabemos que o capitalismo "globalizado", ou seja, o capital das multinacionais,  está impondo em países periféricos a exploração de mão de obra infantil, e no Brasil o mercado está dominado pela exploração de trabalho adolescente.

     A esquerda institucionalizada de partido, já na época  de maio de 68, também não tinha qualquer perspectiva liberal, pregando como Guy Debord que só à elite do partido devia caber as decisões. Hoje em dia, não há diferença assinalável entre os fascismos de direita e de esquerda. O que notamos, contudo, é que a população "comum" continua tendo consciência da legitimidade da democracia, e exigindo que seja realmente efetivada.



Maio de 68, movimento de greves que começou com os estudantes universitários e logo alcançou a participação de dez milhões de pessoas na França, paralisando por um interregno considerável toda produção, expressou a verdade de que fora do debate protagonizado pelas esclerosadas lideranças oficiais, a consciência da democracia real continuava existindo, e com força suficiente para se expressar como exigência urgente.



O movimento, sem qualquer hierarquia definível, alastrou-se para vários lugares do mundo e iniciou focos de contestação duradouros, como o feminismo francês. A alternativa à sua expansão como mudança de mentalidade, naquela época, foi o terrorismo, muito mais presente em todo o mundo, expressando o revide a opressões cuja causa não era programaticamente previsível na pauta dos partidos. Como temos visto, a info-midiática que se tornou a realidade da dominação a níveis nunca vistos, desde os anos noventa, tem tornado o terrorismo a única alternativa.

      A escalada da dominação da direita imperialista nos USA, pode ser uma história contada do ponto de vista das suas consequências. Em inícios de século, os dispositivos que anularam as políticas democráticas e impuseram terror sobre as subjetividades e os trabalhadores, culminou na série de espantosas corrupções do presidente Harding. O interregno que se seguiu foi de regularização da situação democrática por predomínio da consciência anti-trust. Mas nos anos setenta já estava incorporada a escalada do capital-midiático direitista ("republicano") na série de governos imperialistas, de Johnson a Nixon.
        O resultado foi o sacrifício de tantos americanos, no Vietnã e demais teatros de guerra e repressão das consciências. Após Reagan, com alguns intervalos, a ofensiva direitista foi se radicalizando até o governo dos Bush. Que teve como consequência a exposição dos USA ao bombardeamento do trade center.
         E desde então está havendo um intervalo democrático, pelo que os USA de Obama estão promovendo iniciativas de bem estar social e boa vizinhança, contudo em meio à escalada sem precedentes do monopolismo capitalista em nível mundial.
       É importante, como a melhor polícia, ostentar bem claramente a verdade, contra o absurdo que tanto se propaga, a saber, que a "direita", como a política "conservadora" que acima definimos, defende o sério e o respeitável. O que se prova historicamente é que ela dissemina a corrupção e a ilegalidade nas instituições, não tendo o menor respeito por seriedade ou consciência, pois visa somente ao domínio e ao lucro, sem qualquer reserva de juízo quanto às consequências do que fazem, as quais portanto, ao contrário de serem "segurança", são atentado aos direitos humanos e incremento da violência.


As supostas garantias dos militares, quiçá dos USA, não vão ser suficientes para conter os contingentes dos centenas de milhões de favelados que o insano corrupto das multinacionais e dos businees de mídia estão fazendo espalhar pelo mundo. Creio ser duvidoso que o nojento vá fazer uso da única alternativa que lhe resta, a bomba atômica. Mas se fizer, talvez seja melhor que não exista a espécie do que continuar sendo apenas a proliferação de miseráveis escravizados, nas condições sub-humanas a que estão sendo submetidos, por um bando de poucos "porcos".



Parece um absurdo ouvir Jameson falando sobre a ausência de split público privado na margem, ou seja, a definição mesma de corrupção, quando sabemos muito bem que a corrupção está sendo apenas o corolário da dominação do capitalismo, como dos idiotas que não veem a própria alienação. Ou Marshal Berman pronunciando-se contra pessoas que utilizavam o epíteto de "porcos" para os capitalistas, numa época em que tais "coisas" estavam perpetrando o que se sabe muito bem o que se fazia nas ditaduras militares do terceiro mundo, tudo documentado ad nausea, publicado em edições de bolso, circulando pelo mundo inteiro, etc.



Sobre o maio de 68, vemos que pode ser visado tendo um aspecto conjuntural, de histórica amplitude., expressando justamente a exaustão de oposições criadas no interior de uma teoria social sócio-evolucionista, como a de classe econômica.



Não se limita ao que Michel Crozier ("Revolução liberal ou revolta pequeno-burguesa?") prognosticou em termos não tanto de uma crise motivada por um sistema de centralismo imperial - "napoleônico" - instalado na universidade, que pudesse ser suposto implantado no que seria antes um meio são. A seu ver, a "sufocante centralização" da universidade francesa até então, "é consubstancial" ao meio universitário francês: "exprime sua filosofia e seu modo de ser", tal que "cria nos estudantes um círculo vicioso de passividade e de oposição".



O movimento mudara muita coisa, mas não tudo, e até mesmo menos do que se pensava, portanto não se poderia supor ter havido o fim da crise e poder-se-ia esperar que se tornasse cíclica. Mas até aí pensaríamos que o problema é de uma casta dentro da universidade. Crozier porém não se limita a isso. A própria sociedade francesa mantinha-se como hierárquica, utilizando a universidade para manter o que fora antes da "revolução" constitucionalista, as prerrogativas de nascimento aristocrático. Mas ela o fazia através dos dispositivos de seleção, os quais alardeados como de acesso de todos, privilegiavam somente a uma classe. A universidade tinha ainda "por missão social realizar este tour de force que consiste em manter a hierarquia social tradicional", sendo "o primado da função de seleção" aquilo em torno de que "se desenvolveram os mecanismos de poder que constituem o aparelho regulador consciente do sistema. Consequentemente, as funções de aprendizagem são desvalorizadas, a procura de contatos com o exterior proscrita, os programas abstratos e os métodos dedutivos justificados" ou seja, os obsoletos "raciocínios" aristotélicos da escolástica cristã. 
          Ora, entre uma universidade corrupta e uma universidade que apenas espelha a corrupção social, Crozier volta a hesitar: " A Universidade e a Sociedade estão naturalmente em simbiose. Mas tal sistema institucional permite ao corpo universitário isolar-se da sociedade e, em parte, impor-lhe as normas".



Vemos que o problema da Universidade estava bem manifesto na mente da inteligentzia francesa, mas enquanto para uns, como para Crozier, a culpa era dos conservadores, para outros, como Duby, a culpa era dos liberais, da democratização do ensino. Em todo caso, ambos testemunham que, para bem ou mal, a Universidade controla ou deveria controlar a sociedade à revelia do legislativo constitucional, está em qualquer parte onde se fala, expressa o que na sociedade se reflete como a hierarquia contra-democrática.



Mas uma vez reduzindo a "sistema" todo procedimento institucional ou de linguagem humana, que saída existiria politicamente senão manter a Universidade como esse organismo de controle, apenas supondo-se que protagonizado pelo conhecedor do "discurso"? O hiato entre a universidade e a garantia da autonomia da cidadania só se aprofunda.



O nexo da institucionalização da ciência com a situação assalariada dos docentes, encontra-se diagramatizada por Lacan no citado seminário como um dos fatores que implicavam que deixasse de ser definível apenas como uma capacidade de verdade e de crítica, para o ser como uma situação instituída. Mas de fato, o que não é situação instituída, uma vez que naturalmente nossa integração existencial abrange as atividades culturais e relacionadas à sobrevivência (econômicas)? A questão portanto extrapola a instituição em si, abarca a sociedade como politicamente organizada



Louvável como defesa de alguma política de desvinculação das práticas correntes da cultura em relação ao monopólio institucional, e assim numa linha de raciocínio irredutível à de Duby, contudo o argumento lacaniano é ambíguo, pelo fato do "sistema" elidir a possibilidade de auto-conceito, impor a dependência da "ciência" do discurso - ao invés da sanidade do legislativo representativo - a qualquer garantia de autonomia dos seres humanos.



A revolução de Mao Tse Tung contra os corruptos imperiais foi exitosa, e como sabemos, utilizou-se do campesinato, não diretamente dos "trabalhadores", conforme a abstrusa oposição que passou a se utilizar devido ao determinismo positivista. A repressão aos corruptos imperiais foi bastante proveitosa à liberação dos chineses do jugo mais nojento, enquanto nos USA o vulgo até há pouco acreditava na propaganda mentirosa do Times, de que os imperiais na China podiam ainda resistir.



A repetição desse mesmo procedimento mentiroso com a finalidade de produzir massas parvas, teve consequências muito piores para o vulgo norte-americano, na guerra do Vietnã. Como se sabe, o avião a que os remanescentes norte-americanos se agarraram, quando o Vietnã venceu, tentando jogar uma bomba na população vietnamita, conseguiu apenas semear uma onda de fumaça que cegou o piloto norte-americano, de modo que o avião alçou um vôo suicida.



As massas que votaram no governo corrupto de Richard Nixon, foram as perdedoras da guerra, quando os norte-americanos no Vietnã foram as vítimas.



Norte-americanos vítimas da incúria, cujo nome real era corrupção de milionário business de mídia, como do Times, que não admitia o findar da guerra porque tinha feito do teatro bélico o seu quartel-general de espetáculo midiático.



         Ao longo das guerras de descolonização afro-asiáticas, tendo as potências neocoloniais europeias por algozes que não pretendiam liberar do jugo de sua simples apropriação aparheidista aos nacionais, os USA atuaram no sentido de impedir que as nações pós-coloniais que emergiram dessa forma traumática, escolhessem seus próprios caminhos. Estamos hoje sofrendo as consequências do IMPERIALISMO, que continua agindo como banditismo do mesmo modo que sempre agiu, não sendo nada novo.
    

            O nosso país é atualmente apenas uma sucursal da mídia-informática que controla clandestinamente a vida pessoal e todas as operações feitas por computador pessoal. Os computadores pessoais  são controlados por operações ilegais. Independente da vontade e do conhecimento do usuário, terceiros tem acesso aos seus arquivos mesmo não sendo de veiculação na Internet. Sem dúvida utilizam esse conhecimento para circular entre gangs que passam a se imiscuir na vida da pessoa e alterar as rotinas na Cidade.        
        Segregação de pessoas, chantagens, ameaças à vida para impingir formas de comportamento são constantes. Não se sabe a proveniência dos que tem acesso ilegal. Em caso nenhum deve se considerar que se trata de administração autorizada pelo usuário ou de seu conhecimento via informação prescrita por qualquer documentação.
          O governo obriga o cidadão a declarar imposto e todos os trâmites da vida pública pela internet, além de que não há qualquer opção para processamento de textos particulares além do programa da microsoft que vem instalado em todos os computadores que se compram no mercado. Informa-se aqui que um computador custa em média dois mil reais e que o salário mínimo no país é de pouco menos de oitocentos reais. O computador suscita manutenção constante, tintas caras, etc., com a firma multinacional obrigando a constantes mudanças de programa, criando uma situação de desletramento programado.

        O programa de texto não é adequado á produção de textos, sempre menos adequado se apresenta. Atualmente estão veiculando um programa (windows 8) que faz aparecer tarjas negras que cobrem todo o espaço do texto, toda vez que deslizamos o cursor pela margem.
          Disfunções frequentes são relatáveis. Comentou o técnico da loja que me atendeu recentemente que todos estão odiando o Windows oito. Informo que o concerto que requeri foi de um computador comprado em uso há um mês e meio. É de se imaginar como se sente uma pessoa que assina com uma porção de idiotices um espaço de texto a ser usado por milhões de seres humanos. Sente-se porventura muito poderoso por nos impingir as disfunções que está espalhando pelo mundo? Estamos reduzidos ao estado de crianças para escrever um texto? A meu ver pessoas capazes de urdir a trama da ditadura mundial que está acontecendo são no mínimo doentes mentais, senão bandidos pura e simplesmente. Assim como os que estão espalhando a propaganda da Adidas cujos dizeres são "domine ou seja dominado" - lido por todos no shopping Tijuca.
            O ciberneticista Von Foerster afirmou que o computador não tem nada a ver com a mente humana - opera sinais, não "informação" que é algo com sentido para alguém; nem tem "memória", que é o que o cérebro humano reelabora continuamente.

         Mas nosso problema atual não é apenas confrontar a analogia computacional na psicologia, e sim tornar público o fato de que se o computador não poderá jamais escrever suas "memórias" - como observou Von Foerster - ele está impossibilitando sempre mais que possamos escrever as nossas.
 
    Até quando vai durar a farsa do computador "pessoal"?
 
 
     ///  Informação sobre anti-constitucionalismo e abuso constitucional no Brasil
 
      Anti-constitucionalismo - igrejas de protestantismo radical estão "pixando" muros contra a constituição, que definem como "leis de homens para homens", incitando a substituir a lei civil pela "bíblia". As "pichações" criminosas -  porque contra a lei - não são limpas pelos poderes públicos, nem sofrem os fautores qualquer repressão.
          A mentalidade de que a firma capitalista tem plenos poderes para atuar como quiser independente da lei civil está disseminada por todo o país. O quesito discriminação de pessoas, proibido por lei, não é respeitado.
      
   Abuso constitucional - neste país não se está podendo organizar a História cultural porque artistas e demais produtores culturais estão usando leis obsoletas para processar quem escreve sobre eles quaisquer informação - por verdadeira que seja - que não querem ver publicada. A mesma informação podendo, contudo, já estar amplamente veiculada em jornais e revistas - a quem estes artistas não tem interesse em desafiar.
       A lei estende esse "direito" até mesmo a familiares dos referidos artistas. A cultura no Brasil está impossibilitada além de mera veiculação de mídia autoritária, que apenas controla as vidas ditatorialmente a fim de impor seus caprichos a todos nós. os responsáveis são os imensamente minoritários beneficiados pelo "modelo de desenvolvimento brasileiro", calcado na repressão ao capital nacional mais todo tipo de concessão estapafúrdia ao capital monopolista capitalístico do Império internacional.
          Vejam como foi implementado esse processo nojento,  em "Radiografia de um modelo" de Werneck Sodré. Para saber como a CIA ilegalmente suscitou o golpe ditatorial militar neste país - uma das ditaturas mais sangrentas da história, vigente até os anos oitenta - veja René Dreyfuss, "1964". Para ver como os Estados Unidos estavam fazendo o mesmo em todo o terceiro mundo, veja Cl. Julien, l'empire americaine. Para saber como a mídia norte-americana solapou todas as bases da democracia que haviam antes nos USA, de modo a implementar os governos responsáveis por todas as atrocidades que vem sendo notícia desde o Vietnã às ditaduras e à atual dominação mídio-informática, veja David Halberstam, "The powers that be".


               Informo aos leitores que os blogs que assinei na Internet estão apresentando evidências de sabotagem por terceiros que tem acesso ao controle do texto, de modo que trechos são tirados do meio e acrescentados depois, ficando sem sentido, além de já ter sido constatado acréscimo de palavrões, que limpei. Creio que mesmo assim, como se trata de estudos longos, é do interesse público manter o que possa ser aproveitado. Registro aqui mais uma vez que não há defesa contra os abusos - senão um total descrédito à política de informática vigente e uma transformação que vise a proteção da cidadania.    Em  14/03
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